Ser tímido não é uma doença. Também não é uma disposição incurável ou rara. Na verdade muitos de nós nascemos com esta predisposição. Cerca de vinte por cento, asseguram especialistas nestas áreas, que atribuem esta característica a um factor genético herdado do pai ou da mãe.
Por outro lado, sabe-se igualmente que qualquer criança, independentemente de ser ou não potencialmente tímida, atravessa fases de retraimento ligadas a ciclos de crescimento. A primeira demonstração de estranheza ou «vergonha» ocorre por volta dos seis meses de idade, quando o bebé aprende a diferenciar o ambiente em que vive e as pessoas que estão á sua volta. Mais tarde, com pouco mais de um ano, o bebé volta a sentir uma certa insegurança ou «vergonha» quando se descobre uma pessoa independente dos pais, temendo o contacto com estranhos. São fases normais de crescimento que não fazem a «história» do bebé.
O que vem a seguir é claramente determinante, ou seja, são as circunstâncias de vida que irão acentuar essa predisposição ou, pelo contrário, diluí-la, e mesmo «apagá-la» completamente.


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